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23 de out de 2009

Artigo Evandro Junior

Ao candidatar-me a um cargo eletivo – e ser bem sucedido nesse objetivo -, estava ciente de que o exercício da atividade política por meio de um mandato conquistado nas urnas estava sujeito a situações adversas criadas pelas circunstâncias, sobre as quais pouco ou nenhum controle temos. Nesse momento, deparo-me com uma dessas contingências criadas ao sabor da oportunidade e que não expressa a realidade dos fatos. Não se trata aqui de dar explicações ou justificativas – e muito menos contestar essa ou aquela informação que circula além dos meios de comunicação para alcançar o formato de boato e assim evoluir com notórios aspectos de maldade. Mas é lícito e justo que eu contextualize algumas questões para desfazer uma percepção equivocada dos fatos – ou interpretação apressada de situação inflada ao sabor de conveniências. Pois bem. A mídia, em seu justo e inquestionável papel de informar com isenção e imparcialidade, abordou com oportunismo as pretensões eleitorais de filhos e parentes de notórias figuras públicas do Paraná, cenário no qual me enquadro como neto de Hermas Brandão, ex-deputado estadual e atual presidente do Tribunal de Contas – e minha intenção de disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa desagrada algumas pessoas. Nesse contexto, é importante frisar que minha pretensão não se alicerça numa vaidade pessoal, mas na firme convicção de que posso ser um parlamentar atuante a serviço do bem comum. Não se trata de proselitismo político, mas da expressão de lições aprendidas com meu avô, cuja trajetória de homem público orgulha a mim e a todos os paranaenses. Mas ainda que tenha a vocação e o desejo para tanto, a decisão final não é minha. Meu futuro político está sujeito às decisões do partido e mais ainda aos desejos e interesses das muitas pessoas que nos apóiam, exatamente aquelas das quais recebo estímulos para perseverar em minha pretensão, o que inclui lideranças locais e regionais, assim como os milhares de eleitores que nos confiaram seu voto para vereador. Enfim, meu nome está à disposição do partido, que pode ou não referendá-lo para a disputa.As declarações recentes dadas pelo dirigente estadual da juventude tucana no Paraná, Marcello Richa, ao final de uma palestra em Maringá, de que meu nome se sobressai entre os pré-candidatos jovens do partido, reforçou ainda mais nossa pretensão que, reafirmo, está atrelada à decisão do partido sobre a conveniência ou não de minha candidatura, que já provoca certas reações a ponto sugerir discórdias familiares. Não existe ‘briga’ ou animosidade alguma no seio da minha família, que aprendi a colocar sempre em primeiro lugar, acima de quaisquer interesses pessoais – e muito menos políticos! Alimento pelo meu avô um apreço e respeito que extrapolam relações de parentesco para assumir feições de admiração extrema, posto que o tenho como mentor não apenas da minha carreira política, como da minha vida. Hermas Brandão é meu ídolo, meu professor.Conversamos diariamente e não tomo decisão alguma sem antes consultá-lo, assim como a meu pai e à minha mãe. Portanto, reforço que não há discórdia alguma entre nós como se sugere em função da intenção do meu tio, Hermas Brandão Jr. de também ser candidato a deputado estadual. Reafirmo que a família está coesa e a discórdia que supostamente existiria entre nós existe apenas na percepção de quem desconhece os fortes laços que nos unem.

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